Perdido entre memórias
Sufocado por seus pensamentos
Em sonhos e pesadelos
Na ilusão de um paraíso
Sem olhar para o fundo
Do abismo onde se jogou
No riso, sinto o sabor de meu sangue
Na mordida, saboreio o gosto da lágrima
Ao adormecer, sinto fluir a água que me afoga
A doce e amarga fonte
Um prazer do passado, forte e devastador
Hora de fechar a cortina
Antes do sol brilhar novamente
Pois a claridade me incomoda
Me trancarei na alcova
Cujas lembranças são eternas
Elas nunca se vão

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