quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Um Sorriso no Abismo

Perdido entre memórias

Sufocado por seus pensamentos

Em sonhos e pesadelos

Na ilusão de um paraíso

Sem olhar para o fundo

Do abismo onde se jogou


No riso, sinto o sabor de meu sangue

Na mordida, saboreio o gosto da lágrima

Ao adormecer, sinto fluir a água que me afoga

A doce e amarga fonte

Um prazer do passado, forte e devastador


Hora de fechar a cortina

Antes do sol brilhar novamente

Pois a claridade me incomoda

Me trancarei na alcova

Cujas lembranças são eternas

Elas nunca se vão