segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Sangue e Veneno



Memórias de outrora, há muito perdidas
Asfixiando-me em minha poça de sangue
Com meu veneno amargo que se espalha em minhas veias
Dizei-me então quem sou e a razão de aqui estar
Não tenho respostas para isso e nem me atreverei a tentar decifrar
Se em sonho me embriaga, na realidade me afoga
Sugando minha alma de meu corpo
Devorando-a sem piedade...

sábado, 26 de julho de 2014

No Silêncio da Madrugada

Madrugada de insônia
Lembranças ecoando na mente
Doces lembranças de conversas e confissões
Onde tudo foi parar? Tudo que sonhei?
Nosso desejo que outrora ávido e incessante
Hoje gélido se tornou
Como posso descansar? Afogo-me no vinho que escorre de minha alma
Tão forte quanto o sangue que derramo em lágrimas

Pode o destino estar me pregando peças outra vez?
Que me trouxe a felicidade em um dia
E no outro devolveu minha melancolia sem piedade?
Teu aroma, tua essência embriagam meus sentidos
Sou fraco, finjo-me de forte
Até quando, não sei.
Rupturas em minha máscara começo a apresentar
Já não consigo esconder meu real espírito

Madrugada de insônia
Lembranças de conversas, risos, carícias
O sabor de teus lábios, a profundidade de teu olhar
Com as gotas da essência proibida que lavam meu coração
Com os olhares que trocamos, que sentimos
Em tua pele cravada na minha, tão fundo que só uma lâmina pode separar
E quando parado te esperando na chuva, um abraço de saudade que me calou com um beijo
E nossa melodia de silêncio que ecoava dentro de nós
Como sinal de reconhecimento mútuo, o silêncio que falava mais do que as palavras podem dizer...


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Um Ano

Em um ano acontecem muitas coisas
Linhas ficam mais longas
Destinos se cruzam
Destinos se distanciam
Lembranças permanecem cada vez mais vivas
Um ano...
Passou tão rápido
Como cavaleiros correndo na tempestade
São assim as palavras
Que em uma noite qualquer podem trazer algo muito especial
Que somente o acaso pode responder
Um ano em que olhares foram mais do que ilegais
Foram sinceros...
Nesse dia o que tenho a dizer além disso
És minha Charlotte, minha Wilhelmina, minha feiticeira...

Quando o destino assim o permitir...

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Num Olhar

Através da janela do ônibus eu vejo a vida
Uma vida da qual não faço parte
Nos olhos das pessoas vejo a alegria
Alegria que se dissipa
Uma lágrima que desce nesse olhar
A pura contemplação de um estranho sentimento
Uma culpa? Um temor? Um vazio?
Questionamentos sem respostas concretas
Até onde essa ponte vai?
Até onde essa trilha seguirá?
Por qual curva seguir? Por qual desvio percorrer?
E enquanto a alegria dissipada no olhar se perde
Uma sombra paira nessa janela...



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Poema em Bloco de Notas (À Tua Espera)

Encontro-me aqui nesse instante a te esperar
Como alguém que sofre de T.O.C.
Olho constantemente para degraus
Desejando a tua presença
E a cada segundo que se passa
Esse desejo fica mais intenso
Quero te segurar forte, quando você chegar
E nunca mais, em hipótese alguma te soltar
Fico nesse pensamento e as horas passam rápido
As horas parecem estar contra a minha pessoa
Me deixando cada vez mais ansioso
E então...Você chega
Com um sorriso muito além de encantador
Capturando todos os meus sentidos
Seu cheiro me hipnotiza,  fazendo eu me perder em seus olhares
E tocar em tua pele é um presente dos deuses para mim
E agora...é hora de voltar para casa...e te esperar mais uma vez.